A literatura apocalíptica do período intertestamentário pode ser conceituada como um conjunto de escritos religiosos caracterizados por visões, símbolos e revelações divinas, que buscavam interpretar a história a partir da perspectiva da soberania de Deus e da esperança na intervenção final em favor do seu povo. Esses textos expressam a convicção de que o mal e a injustiça não prevalecerão, pois serão vencidos pelo juízo e pela ação salvadora de Deus. No contexto do cristianismo primitivo, essa tradição contribuiu para a formação da fé escatológica, influenciando a compreensão sobre o Messias, o Reino de Deus, a ressurreição, o juízo final e a consumação da história.